Cachorro

Crise econômica: oportunidade para inovar e crescer.

“Tem uma história que me contaram e que gosto muito, e gostaria de compartilhar”. Um casal, Elza e Orlando, abriu uma banca de frutas na estrada, perto da cidade. Porque as frutas estavam sempre novas, porque eles tinham um carinho especial com os clientes que paravam ali, as vendas subiam a cada mês. A banca que tinha cinco metros de frente, foi ampliada para 15 metros e, depois, para 25 metros. Contrataram funcionários para ajudar, mas nunca abriram mão de estar sempre ali.

Começaram a ganhar muito dinheiro. Ganharam tanto, que deu para financiar os estudos do filho mais velho, Ricardo, que se formou em economia e fez um curso de pós-graduação numa renomada Universidade. Uma tarde de domingo, Ricardo, já formado em tudo, passou na banca de frutas de seus pais. Viu, enquanto estava ali, mais de 50 carros pararem, com diversas famílias e muitas crianças. Tudo para comprar as frutas que adoravam. Estranhou que os pais dessem gomos para as crianças experimentarem. E que toda dúzia viesse com duas a mais de brinde. No final do dia, Ricardo chegou perto do pai e disse: “Pai, vem aí uma crise econômica pesada. E o senhor precisa se prevenir. Nada de gomos de frutas para o pessoal experimentar e acabe com este negócio de dar duas frutas de brinde a cada dúzia. Reduza também o pessoal que atende. Os clientes podem esperar um pouco mais para serem atendidos”. Preocupado com as palavras do filho graduado, o casal decidiu, já na semana seguinte, cortar pessoal, acabar com os gomos de frutas para que os clientes provassem, procurou comprar produtos de outros fornecedores sem a qualidade de antes e uma dúzia vinha sem brinde extra. Nada de 14 frutas numa dúzia. Os clientes, percebendo as mudanças, começaram a diminuir. A cada semana, menos e menos clientes. Numa tarde de domingo, quando o movimento no passado era enorme, não parou nenhum cliente. Desolado, Orlando virou para sua mulher, Elza, e desabafou: “Elza, nosso filho é um gênio. A crise chegou”. Naquela noite, antes de dormir, Orlando começou a rememorar o seu passado. E pensou: “eu fiz tudo isto, cresci com meu feeling, me assustei com a crise e acabei afastando meus clientes”. No domingo seguinte, ele voltou a entregar a dúzia de 14, colocou uma placa grande com uma chamada: AQUI, NOSSA DÚZIA SÃO 14. Voltou para os fornecedores de antes e passou a dar gomos para as pessoas provarem. Em pouco tempo, tudo tinha voltado a ser como no passado. Vendia cada vez mais. Esta historia serve para alertar todas aquelas empresas, poucas felizmente, que ao primeiro sinal de uma crise, se escondem, cortam verbas de propaganda, cortam todos os seus investimentos para conquistar e atrair seus consumidores e clientes. E este é o melhor momento para expor sua marca e seus produtos. A crise econômica pode oferecer oportunidades interessantes para inovar como a história demonstra. Se analisarmos as recessões anteriores poderemos aprender alguma coisa que nos ajuda não só a sobreviver, mas também a crescer. E uma vez atravessada a crise, estaremos muito melhor preparados.

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